Ria Ma, MaRia…
Maria era uma menina simples.
Morava em um suburbio e adorava brincar na rua.
Mas o tempo pasou e passou
E maria mesmo sem querer, disse:
Mulher eu sou.
Agora, à rua ja não ia.
O simples prazer de correr ao vento
A tempos não sentia.
Maria tinha se transformado em alguem grande, alto, adulto.
E Mentia…
Sim. Mentia, e como não mentir
se o que Maria realmente queria
era apenas brincar e se divertir?
O Mundo a queria diferente, Sim.
Mas ela não o queria… Assim.
E um dia um principe apareceu.
E Maria pensou: “Agora que não vou mais mentir”.
Mas Maria, se enganou.
O Principe queria a Maria do mundo.
E não a Maria de Maria.
E mais uma mentira. Ela contou.
Os anos passaram e a terra secou.
E Maria como a terra, rachou.
Rachou, vazou, chorou,
E como por encanto. Se quebrou.
Maria não queria uma vida, Maria queria viver. Queria ser.
Mas Maria não pôde ser, alem do que tinha à fazer.
E assim morreu Maria, A Maria do Mundo.
Ja que a outra… não podia viver.
E assim viveu Maria, a sombra de quem podia ser.
Culpa de Maria? Culpa do Principe?
Não, culpa do Mundo que exigiu de Maria
quem ele queria ver.
Culpa do Mundo de Maria
Que não quis acontecer.
Desperte. Agora!

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